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13/01/2021

[DESTAQUE DO MERCADO] ⛓VALE


A Vale S.A. (VALE3), anteriormente denominada Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), foi fundada em 1942 pelo então presidente Getúlio Vargas para cumprir com os Acordos de Washington e fornecer minério de ferro aos Aliados durante a II Guerra Mundial.


A companhia é uma das maiores mineradoras do mundo, é líder em produção de minério de ferro e pelotas de minério de ferro – inclusive, o minério de ferro de sua maior operação, Carajás (PA), é considerado o de melhor qualidade do mundo – e a maior produtora mundial de níquel. Ela também produz minério de manganês, carvão térmico e metalúrgico, ferroligas, cobre e subprodutos como ouro, prata e cobalto.


Além da mineração, a Vale ainda atua em logística, energia e siderurgia. A empresa tem projetos de exploração em busca de locais que abriguem novas reservas minerais. A estrutura logística também transporta carga de terceiros e oferece duas linhas de trem de passageiros no Brasil, na Estrada de Ferro Vitória a Minas e na Estrada de Ferro Carajás. Essa gigante conta com aproximadamente 120 mil empregados próprios e terceiros e atua em cerca de 30 países.


A Vale foi registrada na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro em outubro de 1943 e na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) em abril de 1968. Em fevereiro de 2000, passou a fazer parte da Latibex, bolsa destinada para negociação de valores latinoamericanos, radicada em Madrid, Espanha, e em junho do mesmo ano, na New York Stock Exchange (NYSE). Em dezembro de 2017, a Vale anunciou a sua migração para o Novo Mercado, segmento especial de listagem da B3 S.A. que possui um padrão de governança corporativa diferenciado.


O controle da companhia permaneceu estatal desde a sua criação até o ano de 1997 quando foi privatizada durante o governo FHC. A União vendeu 41,73% das ações ordinárias (com direito a voto) através de leilão arrematado pelo Consórcio Brasil, capitaneado pela CSN, por R$ 3,3 bilhões e ágio de 20%. No primeiro ano após a privatização, em 1998, os lucros da companhia saltaram 36% em comparação ao ano anterior e atingiram a marca de R$ 1 bilhão.

Em 2006, a Vale incorporou a Inco, mineradora canadense líder no mercado de níquel, e se tornou a segunda maior mineradora do mundo a época, atrás apenas da anglo-australiana BHP Billiton.


Em 5 de novembro de 2015 ocorreu o rompimento da Barragem do Fundão em Mariana (MG), controlada pela Samarco Mineração S.A., uma joint venture de propriedade da Vale e BHP. Esse é o maior desastre ambiental do país e provocou 19 mortes.

No dia 25 de janeiro de 2019, a Barragem I, em Brumadinho (MG), controlada pela Vale, se rompeu. O desastre industrial, humanitário e ambiental causou a morte de 270 pessoas e o desaparecimento de outras 11, esse é o maior acidente de trabalho no Brasil em perda de vidas humanas.


Atualmente a Vale apresenta grande foco em uma agenda ESG e tem promovido mudanças na sua governança corporativa. Além de indenizações às famílias afetadas pelos desastres, a Vale também está reestruturando a forma como trata os rejeitos e como administra as suas barragens, modernizando seu modelo operacional.


A empresa possui 100% da sua receita dolarizada, enquanto metade do seu custo está em reais, portanto, é uma das grandes vencedoras da bolsa se a moeda americana continuar valorizada perante o real. Além disso, o preço do minério de ferro está bastante elevado, acima de US$ 160,00 por tonelada atualmente, impulsionado principalmente pela demanda chinesa para investimentos em infraestrutura, o que também beneficia a companhia que é a maior exportadora de minério de ferro do mundo.


E você? O que acha deste modelo de negócios?


Fontes: RI da companhia, Empiricus, Suno Research, Status Invest e G1.


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